<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<rss version="2.0" xml:base="http://ubalab.org"  xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<channel>
 <title>UbaLab. - inovação</title>
 <link>http://ubalab.org/tag/inovacao</link>
 <description></description>
 <language>pt-br</language>
<item>
 <title>Sobre nomenclatura: inovação socioecológica</title>
 <link>http://ubalab.org/node/172</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;p&gt;Publiquei um artigo no medium, propondo o uso da expressão &quot;inovação socioecológica&quot; para construir uma narrativa comum entre diversos projetos:&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;&lt;a href=&quot;https://medium.com/@felipefonseca/inova%C3%A7%C3%A3o-socioecol%C3%B3gica-391473cdd1d4&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Inovação Socioecológica&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Implodiram-se os manuais que simplificavam as questões do mundo. Não existe um conjunto de 7, 10 ou 12 instruções que traga harmonia entre nós seres humanos, outros seres vivos, e tudo aquilo que nos cerca e a eles. Nem se fossem 37 instruções, ou mesmo 42. O manual não-escrito nunca virá.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como seguirão vivendo as pequenas coisas que vivem nas camadas superficiais deste grande planeta? Coisas que vivem e (se) alimentam (d)as vidas umas das outras, que vivem e matam umas às outras também, e nisso parecem tornar-se cada vez mais inconscientes, compulsivas e eficientes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Implodem-se também os mapas do futuro e seus múltiplos ismos. A descrição do cenário é incerta, as rotas conhecidas levam a destinos terríveis. O terreno mesmo se contorce a todo momento. As placas do caminho são trocadas, seja por pilhéria, ignorância ou maldade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muitos olhos buscam longe, além dos muros cinzas e das tempestades escuras e dos desertos vazios, e além do próprio nada. Buscam longe, além do horizonte, um indício qualquer de esperança em que se possa confiar. Um indício de que se pode voltar a respirar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E ainda assim se respira. E se confia. E ainda sem mapas se caminha e passa-se por lindos lugares. E sem manuais se vive, e conectam-se seres em redes, e ama-se ainda mais e de mais diversas formas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Precisamos perceber que as respostas podem não estar além do horizonte, mas logo ao lado de quem as busca. Do molar ao molecular. Da busca de outros mundos ao reconhecimento da vizinhança. Do inviável ao subestimado. Ali onde menos se espera, ali sim se respira fundo. E se sorri, e se conversa. Vive-se a vida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Faltam palavras definitivas, é verdade. Palavras que estabeleçam de maneira exata e inconteste o que se deseja e expliquem bem o que se faz. É necessário entretanto aceitar essa falta de clareza, justamente porque diversos são os desejos e muitas são as visões de mundo. Uma expressão qualquer será algo para um/a e nada para outrx, ou ainda outra coisa no meio-termo. Trata-se assim de encontrar termos ainda que imperfeitos e quiçá instáveis, temporários, mas pontualmente suficientes. Que não sejam descrições conclusivas, mas pontes entre os diferentes entendimentos possíveis. Que em sua existência tornem-se pontos de cooperação entre perspectivas diversas. Termos em disputa, instrumentos de luta. Objetos-fronteira, interpretados de forma diversa a depender de quem olha, mas ainda assim dotados de potência e existência. Ou até de múltiplas existências, até mais existentes que outros objetos.&lt;/p&gt;

&lt;div&gt; &lt;/div&gt;

&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p&gt;Este texto traz uma proposta: de que tudo aquilo que vai construir um mundo melhor está já à mão. São saberes, pontos de vista e tradições. São ferramentas, métodos e rituais. O mundo melhor, entende-se aqui, será mais justo, mais diverso, mais includente, mais sustentável. E o que não está à mão é por definição inalcançável, logo não deveria tirar nosso sono ou fôlego.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Este texto traz uma proposta: de que tudo aquilo que vai construir um mundo melhor está já à mão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O outro mundo possível, e também o mundo melhor viável, vêm sendo costurados por incontáveis mentes, costas e mãos. Em cada lugar em que transparecem as inevitáveis contradições e inconsistências da história central do mundo contemporâneo, existe gente criando maneiras de superá-las. Mas onde estão essas experiências? Sendo assim pulverizadas, e atentas a suas próprias questões, teriam elas uma constituição coletiva? Por vezes são descartadas como triviais, ou por demais mundanas para chamar a atenção. Frequentemente situam-se a uma grande distância das narrativas épicas do mundo contemporâneo. E talvez seja essa discrição uma de suas mais importantes características.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;“(…) Minha avó, ela era transgressora.&lt;br /&gt;
No propósito ela me disse que até as mariposas gostavam&lt;br /&gt;
de roçar nas obras verdes.&lt;br /&gt;
Entendi que obras verdes seriam aquelas feitas no dia.&lt;br /&gt;
Daí que também a vó me ensinou a não desprezar as coisas&lt;br /&gt;
desprezíveis&lt;br /&gt;
E nem os seres desprezados. ” (Obrar, Manoel de Barros)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Existem pessoas que dedicam-se justamente a observar essas práticas novas e antigas, e trabalham para criar uma narrativa que as identifique, aproxime, impulsione e multiplique. &lt;a class=&quot;markup--anchor markup--p-anchor&quot; href=&quot;http://thackara.com/thackarathrive/&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;John Thackara&lt;/a&gt;, escritor britânico que vive no sul da França, estima em milhões no mundo todo a quantidade de grupos dedicados a ações de mudança para um mundo melhor. São iniciativas ultralocais e enraizadas, mas ao mesmo tempo internacionais e hiperconectadas, como ele enumera sem esgotar (aqui em tradução livre):&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;“(…) seus números incluem anjos da energia, magos dos ventos, e administradores de reservatórios hídricos. Há os planejadores biorregionais, historiadores ecológicos e guardas-florestais comunitários. Junto com removedores de represas, restauradores de rios e coletores de chuvas, existem os agricultores urbanos, banqueiros de sementes, e mestres da conservação. Você vai encontrar desmanchadores de construções, recondicionadores de prédios de escritórios, e levantadores de celeiros. Há os pintores naturais e os encanadores verdes. Há os renovadores de estacionamentos de trailers, e corretores de terras de uso compartilhado. O movimento envolve recicladores de computadores, remixadores de hardware, e reutilizadores têxteis. Ele se estende a designers de moedas locais. Há os doutores comunitários. E cuidadores de idosos. E professores ecológicos.” (Thackara)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A percepção parece fazer sentido. Também nas cidades brasileiras esses temas têm surgido. Aqui em Ubatuba, por exemplo, há os bioconstrutores e os permacultores, algumas comunidades tradicionais que sempre fizeram aquilo que hoje se chama agrofloresta, os inventores vernaculares, e ainda as redes de alimentos orgânicos e as moedas sociais, entre tantos outros exemplos. E mesmo em um lugar relativamente pequeno, no qual muitos dos participantes se conhecem pessoalmente, é difícil descrevê-los de forma coletiva. Como então falar sobre essas iniciativas? Existe um nome que as abrange e define?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No espírito da primeira metade deste texto, propõe-se aqui um objeto-fronteira — uma construção que permita falar sobre esses assuntos, entre grupos que adotam vocabulários distintos ou mesmo conflitantes. Uma descrição assumidamente imperfeita e instável, mas que seja significativa. E que em cuja própria disputa de significado se possam trilhar caminhos profícuos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A opção feita aqui é tratar todas essas iniciativas como manifestações de “inovação socioecológica”. Um termo altamente ambíguo, com certeza. Em particular por falar em “inovação” para construir esse objeto-fronteira, e convém reconhecer algumas das implicações de tal termo. É necessário, por óbvio, ignorar o imenso volume de besteiras sobre inovação que frequenta massivamente as prateleiras centrais das livrarias comerciais. Esse recorte costuma oscilar entre os compêndios de obviedades, a criação de fórmulas de impossível aplicação (porque criadas como espelhos retrovisores bitolados para olhar processos que não são lineares) ou ainda um roupagem particular dos manuais de autoajuda. Também não se trata da inovação como “destruição criativa” Schumpeteriana, cujo uso superficial (e equivocado) propõe a instabilidade sistêmica para promover crescimento econômico com baixo risco político em economias capitalistas industriais e pós-industriais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ricardo Ruiz e Emmanuel Costa contam que, durante quase dois mil anos, o termo “inovação” tinha uma conotação notadamente negativa, descrevendo práticas que iam “contra a tradição e o costume da maioria”. Foi só recentemente que o termo inovação transformou-se, foi descontestado e assimilado pelo &lt;em&gt;establishment&lt;/em&gt;:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;“O século XX fez da inovação uma ideologia, ou um termo não contestado: a inovação adquiriu uma conotação dominantemente (e quase exclusivamente) positiva. A inovação tornou-se uma prática não controversa, um significante institucionalizado e um princípio ordenante e estruturante do pensamento e da ação.” (Ruiz e Costa, no prelo)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lee Vinsel e Andrew Russell, professores e pesquisadores estadunidenses, &lt;a class=&quot;markup--anchor markup--p-anchor&quot; href=&quot;https://aeon.co/essays/innovation-is-overvalued-maintenance-often-matters-more&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;identificam um momento crucial desta transformação&lt;/a&gt; (em tradução livre):&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Os destinos das nações em lados opostos da Cortina de Ferro ilustram boas razões que levaram ao crescimento da inovação como palavra da moda e conceito organizador. Ao longo do século XX, as sociedades abertas que celebravam a diversidade, a novidade e o progresso tinham melhores resultados do que aquelas fechadas que defendiam a uniformidade e a ordem.&lt;br /&gt;
No fim dos anos 1960, frente à Guerra do Vietnã, à degradação ambiental, aos assassinatos de Kennedy e [Martin Luther] King, e a outras decepções sociais e tecnológicas, tornou-se mais difícil crer no progresso moral e social. Para tomar o lugar do progresso, a ‘inovação’, um conceito menor e moralmente neutro, cresceu. A inovação oferecia uma maneira de celebrar as conquistas de uma era de alta tecnologia sem esperar muito delas em relação a melhorias morais e sociais.” (Vinsel e Russell)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A inovação socioecológica que se propõe aqui não se coloca como uma mera fatia dessa inovação despolitizada e assimilada. Pelo contrário, pretende disputar significado e expandir o universo de referências e motivações para a inovação. Primeiramente minando seus instrumentos de valoração. O mercado é reconhecido como apenas uma entre diversas maneiras de atribuir valor ao trabalho e às ideias, e de mediar suas relações. Ele pode ser utilizado em partes da inovação socioecológica, mas não será sua única medida. A perspectiva socioecológica orienta-se de modo geral à construção de um mundo melhor, e esse sentido exige pensar em formas mais complexas e inteligentes do que a mera redução de tudo a números. Menos PIB, mais índices de felicidade — bruta, líquida, etérea e onírica!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Chamar de inovação socioecológica aquele conjunto amplo de práticas mencionadas anteriormente não virá sem problemas. Há óbvias limitações: simplificação de questões complexas, recusas legítimas de ordem cultural ou ideológica, medo da latente submissão ao discurso dominante e à lógica de mercado. Ainda assim, é em busca de criar pontes entre grupos tão diversos e tão dispersos que pode ser relevante como objeto-fronteira — compreendido e mobilizado de formas também diversas e dispersas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Inovação socioecológica como eixo de reflexão, ação e propósitos. Estamos começando a construir &lt;a class=&quot;markup--anchor markup--p-anchor&quot; href=&quot;http://sei.eco&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;uma plataforma&lt;/a&gt; para aproximar essas práticas. Jogo a bola ao ar. Será que alguém devolve?&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-taxonomy-vocabulary-1 field-type-taxonomy-term-reference field-label-above&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label&quot;&gt;Tags:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/inovacao&quot;&gt;inovação&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/taxonomy/term/352&quot;&gt;inovação socioecológica&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/taxonomy/term/351&quot;&gt;prisma&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/taxonomy/term/353&quot;&gt;sei.eco&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ubatuba&quot;&gt;ubatuba&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <pubDate>Fri, 14 Jul 2017 23:51:46 +0000</pubDate>
 <dc:creator>efeefe</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">172 at http://ubalab.org</guid>
</item>
<item>
 <title>inc.ubalab - segundo encontro</title>
 <link>http://ubalab.org/node/168</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;p&gt;A incubadora colaborativa &lt;a href=&quot;http://inc.ubalab.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;inc.ubalab&lt;/a&gt; convida para seu segundo encontro, na quinta-feira 20/04/2017 às 14h. Provavelmente acontecerá no &lt;a href=&quot;http://ninho.ubatuba.cc&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Ninho&lt;/a&gt;. Se não for o caso, avisaremos neste mesmo &lt;a href=&quot;/blog&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;blog&lt;/a&gt;, na &lt;a href=&quot;http://wiki.ubatuba.cc/doku.php?id=ubalab:inc_20170420&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;página wiki&lt;/a&gt; do encontro e no &lt;a href=&quot;https://groups.google.com/forum/#!aboutgroup/inc-ubalab&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;grupo de emails&lt;/a&gt;.  A participação é gratuita e aberta a todas as pessoas interessadas. Novos projetos que ainda não sejam conhecidos pela incubadora poderão fazer apresentações breves, até um limite de tempo estipulado pelos participantes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Veja como foi o &lt;a href=&quot;http://wiki.ubatuba.cc/doku.php?id=ubalab:inc_relato-170317&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;lançamento da inc.ubalab, em março&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://ubalab.org//drupal7/sites/ubalab.org/files/geral.JPG&quot; /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A pauta da reunião está sendo organizada na &lt;a href=&quot;http://wiki.ubatuba.cc/doku.php?id=ubalab:inc_20170420&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;página wiki&lt;/a&gt; do encontro. Até o momento, está assim:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;&lt;li&gt;
	&lt;div&gt;Breve apresentação da inc.ubalab e retrospectiva da reunião de lançamento (10 minutos).&lt;/div&gt;
	&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;
	&lt;div&gt;Acolhimento de eventuais novos integrantes e/ou projetos (máximo 5 minutos cada).&lt;/div&gt;
	&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;
	&lt;div&gt;Oficina coletiva de exploração do cenário de iniciativas apresentadas: similaridades, sinergias, recursos, habilidades e talentos de pessoas e organizações, excessos, carências, mapeamento de outros projetos na cidade e região, outras redes.&lt;/div&gt;
	&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;
	&lt;div&gt;Esboço de possibilidades de cooperação entre as pessoas presentes (intercâmbios, parcerias, consórcios, busca de aconselhamento, captação de recursos, outras cooperações), bem como projeção de outras pessoas e organizações que tenham a contribuir.&lt;/div&gt;
	&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-taxonomy-vocabulary-1 field-type-taxonomy-term-reference field-label-above&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label&quot;&gt;Tags:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/taxonomy/term/342&quot;&gt;inc&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/taxonomy/term/346&quot;&gt;inc.ubalab&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/taxonomy/term/338&quot;&gt;incubadora&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/inovacao&quot;&gt;inovação&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/taxonomy/term/347&quot;&gt;encontros&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ubatuba&quot;&gt;ubatuba&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <pubDate>Thu, 13 Apr 2017 04:20:10 +0000</pubDate>
 <dc:creator>efeefe</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">168 at http://ubalab.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Ciência Comunitária</title>
 <link>http://ubalab.org/blog/ciencia-comunitaria</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;Publiquei esse texto no &lt;a href=&quot;http://culturadigital.org.br/2011/11/ciencia-comunitaria/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;blog do Festival CulturaDigital.Br&lt;/a&gt; e na área Rede//Labs do &lt;a href=&quot;http://arquivovivo.org.br/archives/artwork/redelabs&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Arquivo Vivo&lt;/a&gt;. É também a base do meu pré-projeto de pesquisa no &lt;a href=&quot;http://www.labjor.unicamp.br/cursos/informacoes_mest.htm&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;mestrado na Unicamp&lt;/a&gt; que começo ano que vem.&lt;/blockquote&gt;
Na última década e meia, a crescente disseminação de tecnologias de comunicação em rede propiciou o surgimento e a potencialização de novas formas de criação de conhecimento, com base em arranjos sociais distribuídos e colaborativos. Essa tendência é patente por exemplo no movimento do software livre que, se já existia desde antes da internet comercial, acabou por ganhar massa crítica uma vez que indivíduos e grupos puderam usar a rede para aprender uns com os outros, resolver problemas, explorar novas ideias e publicar código-fonte para ser livremente apropriado e modificado. O resultado foi o surgimento de ecossistemas informacionais autogeridos e baseados em uma emergente ética hacker, impulsionando a evolução colaborativa de conhecimento comum.
A comunicação em rede levou também sua influência a outros campos: a desintermediação radical da produção cultural a partir da disponibilização de conteúdo com licenças livres orientadas à generosidade intelectual, a multiplicação dos espaços para debate público com os blogs e redes sociais, a disponibilização ampla de recursos didáticos multimídia, e assim por diante. Em todas essas áreas, ganha força um vocabulário com termos como &quot;livre&quot;, &quot;distribuído&quot;, &quot;colaborativo&quot;, &quot;autogerido&quot;. Mais do que mera resistência à crescente pressão pelo controle comercial da chamada propriedade intelectual, essas experiências apontam para formas contemporâneas de aprendizado, criação de imaginário, identidade coletiva e invenção.
Mais recentemente, o dinamismo das redes online que se dedicam ao desenvolvimento de conhecimento compartilhado tem também estimulado a criação de espaços físicos que se propõem a atuar como interfaces entre tais redes e os contextos locais. São os hackerspaces, fablabs, laboratórios experimentais - espaços abertos orientados à convergência, à descoberta e à troca. Situam-se na fronteira entre o desenvolvimento de tecnologias, a arte contemporânea, o design de produtos, a educação e o ativismo. Atuando de maneira dinâmica, e adaptável, esses espaços catalisam de formas diversas a criação de conhecimento, o aprendizado e a produção adequados aos tempos contemporâneos: não-lineares, enredados e coletivizados.
&lt;h2&gt;Da garagem ao bairro&lt;/h2&gt;
Alguns desses espaços estão inseridos no movimento da &quot;ciência de garagem&quot; (ver &lt;a href=&quot;http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/179-edicao-no-69-maio2011/4217-raitequi&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;artigo de Sergio Amadeu na revista A Rede&lt;/a&gt;. Os projetos que adotam essa perspectiva articulam de forma coerente as redes colaborativas online, o método científico, a facilidade de acesso a equipamentos e sensores eletrônicos - que geram dados a partir do ambiente e os armazenam, transmitem e modelam - e a crescente disponibilização de conhecimento científico através da internet. Propõem a realização de experimentos com culturas de bactérias, a aproximação entre as tecnologias digitais livres e os princípios da permacultura, a criação de alternativas para geração e armazenamento de energia, a geografia experimental e o mapeamento colaborativo de localidades, a utilização de conhecimento aplicado para intervir no espaço urbano e muitos outros temas de grande relevância para os tempos atuais.
O renomado &lt;a href=&quot;http://medialab-prado.es/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Medialab Prado&lt;/a&gt; de Madri realizou em 2009 um encontro chamado &quot;&lt;a href=&quot;http://medialab-prado.es/article/taller-seminario_interactivos10_ciencia_de_barrio&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Interativos: Ciência de Bairro&lt;/a&gt;&quot;, que propunha ainda um passo além da garagem: a utilização da ciência para dentro de comunidades e grupos sociais. O evento produziu dez projetos experimentais envolvendo dezenas de pessoas vindas da Europa, América Latina e Estados Unidos. Propunha a valorização da ciência desenvolvida em laboratórios amadores, aos quais credita a invenção da lâmpada elétrica, da radioatividade, dos antibióticos e do computador pessoal.
Trata-se de uma proposta que, igualmente inspirada pelas redes colaborativas online, procura imprimir ao conhecimento científico a mesma fluidez e multiplicidade de usos que, como apontei acima, tem sido possível na produção cultural, na educação e no software livre. Existe aí um paralelo interessante: da mesma forma que a desintermediação da produção cultural, que gradualmente deixa de depender de grandes instituições e dá vazão à produção engajada e autônoma, também na ciência existe potencial para fugir às amarras burocráticas da academia e à orientação exclusiva ao lucro do mundo empresarial. De certa forma, trata-se de abrir o repertório da inovação para ambientes que muito necessitam dela.
&lt;h2&gt;Inovação&lt;/h2&gt;
Inovação é uma ideia difusa, que pode ser entendida de múltiplas maneiras. Em geral, nos dias de hoje, se associa a inovação à criação de propriedade intelectual - invenções com o propósito fundamental de gerar lucro. É importante criticar essa visão e explorar caminhos conceituais, metodológicos e práticos para o estímulo ao desenvolvimento de inovação socialmente relevante, baseada em protocolos e conhecimento abertos, governança colaborativa e comunicação em rede. As redes online podem ser vistas como protótipos de novos arranjos para a criação e compartilhamento de conhecimento livre. É preciso pensar e fazer laboratórios experimentais como &lt;a href=&quot;http://blog.redelabs.org/blog/laboratorios-experimentais-interface-rede-rua&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;interfaces entre as redes colaborativas online e o espaço urbano&lt;/a&gt;, atuando na fronteira entre arte, tecnologia, educação, ciência, ativismo e sociedade.
&lt;h2&gt;Ciência&lt;/h2&gt;
É notória a influência da ciência no imaginário contemporâneo - desde a &quot;administração científica&quot; até os &quot;relacionamentos quânticos&quot;. É necessário, entretanto, questionar a apropriação superficial de seu referencial e sua submissão à lógica do espetáculo midiático orientado ao consumo. Até que ponto a emergência do movimento da &quot;ciência de garagem&quot; não está condicionada a essa visão ingênua da ciência? Qual posicionamento devem assumir espaços experimentais abertos, para que não se limitem a repetir brinquedos de laboratório de química infantil, experimentos rudimentares de mecânica clássica ou o mero monitoramento de ambientes? Como garantir que, por outro lado, não caiam na simples reprodução em menor escala da abstração alienante proporcionada pelo complexo industrial-acadêmico, que distancia do cotidiano a compreensão de conhecimento científico? O método científico pode ser utilizado também para a solução de problemas cotidianos? Que elementos da ciência podem ser trazidos ao dia a dia? Como eles podem se articular com a latente sabedoria popular sobre otimização de recursos e gerenciamento da &lt;a href=&quot;http://desvio.cc/blog/gambiologia-criatividade-que-nos-faz-humanos&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;escassez e da precariedade&lt;/a&gt;? São questões presentes e necessárias.
O desenvolvimento em anos recentes de programas estruturados de universalização do acesso à internet - em escolas, ONGs e políticas públicas como telecentros, pontos de cultura e afins – ensaia o desenvolvimento de uma infraestrutura pública de comunicação em rede, dentro do espectro do que se convencionou chamar &quot;inclusão digital&quot;. Mas que tipo de inclusão tais projetos proporcionam? São espaços passivos de preparação para o consumo, ou pelo contrário proporcionam a apropriação crítica de conhecimento tecnológico, de modo a proporcionar o &lt;a href=&quot;http://desvio.cc/blog/inovacao-e-tecnologias-livres-parte-2-hojes-e-depois&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;pleno desenvolvimento do potencial criativo das pessoas que participam deles&lt;/a&gt;? Muitos desses projetos são virtuais espaços para o desenvolvimento aprofundado de ciência comunitária, conectados em rede e nela encontrando soluções para problemas locais. Como vamos aproveitá-los ao máximo?
&lt;hr /&gt;
Este artigo foi escrito com o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-taxonomy-vocabulary-1 field-type-taxonomy-term-reference field-label-above&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label&quot;&gt;Tags:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/metareciclagem&quot;&gt;metareciclagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-de-bairro&quot;&gt;ciência de bairro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/labjor&quot;&gt;labjor&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/mestrado&quot;&gt;mestrado&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-comunitaria&quot;&gt;ciência comunitária&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/inovacao&quot;&gt;inovação&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia&quot;&gt;ciência&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/cce&quot;&gt;cce&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/redelabs&quot;&gt;redelabs&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/arquivovivo&quot;&gt;arquivovivo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <pubDate>Fri, 18 Nov 2011 19:50:30 +0000</pubDate>
 <dc:creator>efeefe</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">56 at http://ubalab.org</guid>
</item>
</channel>
</rss>
