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 <title>UbaLab. - ciência de bairro</title>
 <link>http://ubalab.org/tag/ciencia-de-bairro</link>
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 <language>pt-br</language>
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 <title>Microscópio de papel em 10 minutos</title>
 <link>http://ubalab.org/blog/microscopio-de-papel-em-10-minutos</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;p&gt;Descontando toda a empolgação de mercado e o cansativo formatinho TED, é interessante essa iniciativa do bioengenheiro de Stanford Manu Prakash (com seus alunos): um microscópio de papel, montado como origami, que custa potencialmente 50 centavos de dólar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; mozallowfullscreen=&quot;&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;http://embed.ted.com/talks/lang/en/manu_prakash_a_50_cent_microscope_that_folds_like_origami.html&quot; webkitallowfullscreen=&quot;&quot; width=&quot;500&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-taxonomy-vocabulary-1 field-type-taxonomy-term-reference field-label-above&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label&quot;&gt;Tags:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-de-bairro&quot;&gt;ciência de bairro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-comunitaria&quot;&gt;ciência comunitária&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-cidada&quot;&gt;ciência cidadã&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <pubDate>Tue, 11 Mar 2014 23:47:38 +0000</pubDate>
 <dc:creator>efeefe</dc:creator>
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 <title>Ciência cidadã - conversa com Andres Burbano</title>
 <link>http://ubalab.org/blog/ciencia-cidada-conversa-com-andres-burbano</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://farm8.staticflickr.com/7196/7069436117_f3e575a326_d.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No começo&lt;img align=&quot;right&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://farm6.staticflickr.com/5469/7069436193_edb1120b48_n_d.jpg&quot; width=&quot;180&quot; /&gt; de março aconteceu a etapa do Rio de Janeiro do &lt;a href=&quot;http://www.artemov.net/circuito2012/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;circuito Arte.mov&lt;/a&gt;, evento que se define como um “espaço para a produção e reflexão crítica em torno da chamada &#039;cultura da mobilidade&#039;”. A programação contou com debates e apresentações no Parque das Ruínas, na capital fluminense, além de uma oficina de cartografia experimental com o artista e pesquisador colombiano &lt;a href=&quot;http://burbane.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Andres Burbano&lt;/a&gt;. A oficina seria realizada novamente no dia seguinte, na &lt;a href=&quot;http://nuvem.tk&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Nuvem&lt;/a&gt;, Hacklab Rural em Visconde de Mauá – na região serrana entre Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Burbano desenvolve atualmente na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, EUA, sua pesquisa de doutorado sobre a história das tecnologias de comunicação na América Latina. Ele explora a interação entre ciência, arte e tecnologia, experimentando com possibilidades de desenvolvimento da chamada “ciência cidadã”. A oficina que realizou no Rio e em Mauá tratava de mapeamento aéreo a partir de câmeras digitais presas a balões feitos à mão. Cada balão flutuava por alguns minutos, fazendo fotos que depois seriam utilizadas para gerar cartografias colaborativas da região. Conversamos por alguns minutos, acompanhados dos artistas Bruno Vianna e Cinthia Mendonça, que coordenam a Nuvem junto com Luciana Fleischmann. A conversa começou durante a oficina de mapeamento aéreo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Felipe Fonseca: O que isso tudo tem a ver com ciência?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Andres Burbano: A ideia da oficina com os balões é explorar a ciência cidadã. Como o cidadão comum - você, eu, o professor ali - pode projetar de forma barata experimentos que  ajudem a tomar decisões, pressionar o governo, entender onde estamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF quero entender essa inflexão da ideia de ciência com o cidadão. A tal ciência hacker, ciência livre. Nesse campo de fronteira, qual é o limite? O que é considerado dentro da ciência, ou fora dela? Em certo sentido, a ciência é um sistema internacional de comunicação...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Isso. Um sistema interessante, mas não perfeito. Um dos problemas que tem a ciência como instituição (e é um problema da ciência na Europa, EUA e Japão, não só aqui na América Latina) é que ela perdeu o contato com as pessoas, com o cidadão comum, com o cotidiano. Tem um discurso muito elevado que não se conecta ao cidadão. E o cientista diz &quot;As pessoas não estão interessadas no meu trabalho. Como é possível?&quot;. Mas ele mesmo não faz um esforço para se conectar a elas. Esse gap não é só do cientista. É nosso também. Pense na ferramenta que a gente está usando agora, a fotografia digital. Há 10, 20 anos era inacessível, mas já estava lá. Agora temos uma câmera de 60 dólares, potencialmente mais barata, modificada com software livre, para usar como quisermos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://farm8.staticflickr.com/7252/7069436123_4a611c538c_d.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF Mas voltando à articulação disso com o aspecto de “cidadão”... existe o âmbito do conhecimento tradicional, o homem que vive do campo e sabe a melhor época para a colheita, quando plantar, os sinais do clima, etc. Isso pode ser considerado conhecimento técnico aplicado. Qual a diferença disso para a ciência?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Em primeiro lugar existe o aspecto metodológico. Não afirmo que toda ciência se reporte ao método científico, o que seria um equívoco. Mas tem um aspecto metodológico importante: testar, retornar e fazer. E a ciência tem a mente da dúvida. Isso é muito importante. Com esse tipo de experimento, precisamos evitar que a motivação converta toda a intuição em certeza. É como eu trabalho, por exemplo. Eu trato de comunicar, de desenvolver uma interface entre o conhecimento científico muito especializado e experiências comuns.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF De onde veio esse interesse? Sei que pesquisas a história da ciência na América Latina, mas ao mesmo tempo buscas colaborar com coisas que estão além da ciência - na arte, na educação, engajamento social. Por exemplo, essa experimentação com balões poderia ser feita totalmente dentro da universidade. O que te move a buscar colaborações fora dela também?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Sou uma pessoa de interface. Trabalho na interface entre ciência e arte, entre universidade e comunidade. Eu comecei a compreender isso bem quando estávamos trabalhando no projeto Bogotá Wifi, modificando antenas de TV pra fazer wifi público. Outros grupos similares estavam seguindo o modelo hacker: faça-você-mesmo, em rede. Mas eu parei um momento e falei: &quot;fizemos tudo que está no website, mas como vamos testar se a antena está realmente funcionando?&quot; Então convenci alguns cientistas com os laboratórios apropriados para testar antenas, para que nos ajudassem a selecionar quais antenas funcionavam melhor. E fez uma diferença incrível, porque eles tinham os instrumentos. E ficaram interessados no que a gente fazia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF Por quê?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Porque eles têm um mundo científico muito chato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF E imagino que uma sensação de distanciamento, de não ter impacto na realidade. Mas deixa eu perguntar uma coisa: por que falas sobre cientistas como “eles”?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cinthia Mendonça: Eu acho que seus trabalhos são muito científicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Sou pesquisador, é diferente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CM O que é um cientista?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF É, o que te difere de um cientista?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Acho que a formação metodológica. E o trabalho metodológico de aproximação ao problema. Eu me aproximo ao problema principalmente com curiosidade e depois me envolvo  afetivamente. ..&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF Talvez teu resultado esperado seja não necessariamente uma afirmação, mas sim outras perguntas, em vez de ansiar por respostas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Pode ser. Minha tese de mestrado foi dialogar com cientistas da neurologia. Era um documentário online. Eu li muito, o suficiente para poder extrair perguntas que fizessem sentido pra eles. E depois voltava a perguntas mais básicas. Uma recorrente era “qual a principal questão científica que te move?” E pra minha surpresa havia alguns que não sabiam dizer. Estranhavam a pergunta. Diziam: “já falei, trabalho com tal coisa, um elemento químico que em microssegundos, pode explicar como acontece a sinapse”. Outros diziam: pra mim a questão é como o cérebro computa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF Um certo distanciamenteo causado pela hiperespecialização? No momento em que a pessoa começa a fazer as coisas de uma forma mecânica, e a pergunta inicial, o que aproximou ele daquele assunto, sumiu?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bruno Vianna: Depois do insight você passa a repetir a mesma coisa mecanicamente o resto da vida .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF Eu queria te ouvir também sobre a aproximação entre ciência e cultura hacker: software livre, cultura livre, redes. E tem um ponto interessante: a ideia de compartilhar documentação, publicar com licenças livres, é presente nas culturas emergentes da internet. Por sua vez, a internet tem uma influência do mundo da ciência, uma influência acadêmica, muito forte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Sim, a WWW foi criada para compartilhar conhecimento científico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF Exato. E como essa influência da ciência como protocolo de comunicação volta para a própria ciência a partir da cultura da internet, que adota um discurso sobre a necessidade de flexibilizar a prática científica?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB O que eu vejo é isso, que a ciência tem um sistema por vezes estruturado demais.  E ela não consegue cobrir tudo que poderia, ou idealmente deveria, cobrir. E assim necessita que outros níveis da sociedade estejam ali. Porque o cientista não pode e muitas vezes não quer ocupar aquele espaço. Nos EUA, no momento, se está encarando um problema seriíssimo. Uma grande parte da sociedade não acredita nos cientistas de modo geral. Não porque a ciência não dê resultados, ou porque deu origem à bomba atômica. Não creem por motivos religiosos, e em parte isso é projeto político consciente do Partido Republicano. Afirmam que dados científicos que comprovam a seleção natural são mentira. E estão influenciando o conteúdo das escolas. Então a discussão vai tão longe que surge hoje a pergunta: “você concorda que a evolução seja ensinada nos colégios”? Quando a pergunta necessária deveria ser: “você concorda que o criacionismo seja ensinado”? Porque a escola existe para uma educação científica, para disseminar conhecimento. Por que isso acontece? Porque o sistema cientifico não conseguiu manter uma maneira de se comprometer com a sociedade de maneira ótima. Construiu sim para dentro, para legislar, validar conhecimento. Um sistema sofisticado, muito interessante, com a revisão de pares e tudo mais. Mas ao ponto de vista da sociedade não conseguem mais voltar, não sabem como.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://farm6.staticflickr.com/5235/7069436185_89a923898a_d.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF Essas iniciativas de cooperação entre ciência e outros campos podem ser um caminho interessante para buscar esse contato entre ciência e sociedade?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Sem dúvida. Principalmente na aproximação com a cultura hacker. O que o hacker traz é o sentido de comunidade. Não existe um hacker sozinho, como pode existir em outras práticas. A ciência cidadã, assim, vai compartilhar conhecimento, atribuir tarefas, mudar planos coletivamente. O perigo, do meu ponto de vista, é negar o valor do conhecimento do cientista experiente. O faça-você-mesmo tem limites. Quando se trabalha com um cientista experiente, ao qual se podem propor coisas, os limites desaparecem. Eu participei de um projeto de mapeamento arqueológico onde isso ficou claro. Encontramos uma pessoa que conhecia metodologias sobre como fazer o mapeamento do lugar por linhas, medindo ângulos de 90 graus pra saber a altitude de casa elemento. A princípio ficamos só olhando. Depois ele mostrou os dados, e estavam perfeitos. Não havia nenhum erro, nenhum problema. Ou seja, a gente precisa deles. E eles encontram o quê quando vêm para esse lado? Gente curiosa, que se interessa pelo trabalho deles. E isso para eles é incrível. Grande parte da sociedade não está interessada no trabalho científico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF Eu consigo entender um cientista no meio de carreira que se aproxime desses projetos porque encontra ali um respeito. Mas o cientista no topo da hierarquia, também tem interesse em colaborar com não-cientistas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Tem, tem. Não todos. Mas eu vejo cada vez mais cientistas que veem as perguntas que a gente faz como interessantes. E que podem ceder tempo de seus laboratórios e deles próprios para explorá-las. Agora, em primeiro lugar é necessário aproximar-se com respeito. Em segundo, precisamos ter o mínimo de conhecimento pra negociar com eles. E terceiro, não podemos ter medo de perguntar coisas malucas. Quando você dá mais espaço para perguntas inusitadas, eles se surpreendem e prestam atenção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cinthia Mendonça tem o lugar da criatividade do artista, que é uma relação diferente... você consegue imaginar muitas coisas malucas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Claro. Inclusive, os cientistas mais importantes do sécuo XX se posicionavam de maneira clara nesse sentido. Einstein falava que &quot;para a inovação, a imaginação é mais importante que o conhecimento&quot;. E isso tem tudo a ver com ciência cidadã - a união de insight com método, que pode gerar inovação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FF O que é inovação?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Eu trabalho com isso. É quando um processo ou aparelho inventado encontra eco na sociedade. A invenção pode ser individual e ficar só nisso. Para ser considerada inovação, precisa ter impacto, mesmo que numa comunidade específica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;BV E as patentes nisso tudo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB A patente tem uma história interessante. Originalmente, foi feita para proteger o trabalho. Por exemplo, &quot;eu fiz esse copo que todo mundo copia”. Foi um trabalho que gerou valor, e isso deve ser devidamente atribuído. O problema é que no século XX se desenvolve um conflito. O conflito do inventor que se torna empreendedor, como Thomas Edison. A sociedade inteira muda com a eletricidade e isso gera um império. Em pouco tempo, a patente passa a ser instrumento de manutenção de privilégios. E se torna um problema - em vez de proteger ela acaba pelo contrário por bloquear a invenção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;BV Tem a questão do acesso ao sistema de patentes, que é muito caro ...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB E isso vira uma questão do mundo jurídico. Muitas empresas de tecnologia hoje têm mais equipes de advogados do que de inovadores tecnológicos. Porque a patente é, claro, um problema legal e burocrático, mas também de argumentação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;BV Pois é. Nenhum invento é criado a partir do nada. A argumentação é necessária para convencer de que aquele invento específico tem uma diferença significativa em relação a milhões de coisas que já existem. Esse limite sobre a diferença relevante é muito discutível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CM outra distorção é quando não é um invento, mas descoberta. Aconteceu com alguns frutos da flora brasileira que foram patenteados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Eu li há pouco a patente americana da Ayahuasca, que acabou de vencer. É insultante, em todos os níveis. Como uma coisa biológica pode ser patenteada? Escrevi um pequeno artigo sobre isso. Na Colômbia a gente falava muito sobre isso, mas ninguém pensava em patentes. Falávamos sobre o processo, mas nunca a planta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CM Como é possível patentear uma planta que existe?.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AB Ele ganhou os vinte anos da patente, mas houve tanta pressão social que não continuou o desenvolvimento de medicamentos. Mas legalmente ele estava protegido. A patente venceu em 2010. Mais uma vez: a patente, em vez de proteger a invenção, protege os interesses de corporações.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Esta entrevista foi realizada com o apoio do &lt;a href=&quot;http://www.ccebrasil.org.br/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Centro Cultural da Espanha em São Paulo&lt;/a&gt;. Publicada também na &lt;a href=&quot;http://arquivovivo.org.br/archives/artwork/ciencia-cidada-%E2%80%93-conversa-com-andres-burbano&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;plataforma Arquivo Vivo&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-taxonomy-vocabulary-1 field-type-taxonomy-term-reference field-label-above&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label&quot;&gt;Tags:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/geo&quot;&gt;geo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-de-bairro&quot;&gt;ciência de bairro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/mapeamento&quot;&gt;mapeamento&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-cidada&quot;&gt;ciência cidadã&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/nuvem&quot;&gt;nuvem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/maua&quot;&gt;mauá&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/artemov&quot;&gt;artemov&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/visconde-de-maua&quot;&gt;visconde de mauá&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <pubDate>Thu, 12 Apr 2012 01:59:53 +0000</pubDate>
 <dc:creator>efeefe</dc:creator>
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 <title>Biopunk</title>
 <link>http://ubalab.org/blog/biopunk</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;p&gt;A inteligência artificial nativa &lt;a href=&quot;http://yupana.pontaodaeco.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Yupana Kernel&lt;/a&gt; compartilhou na &lt;a href=&quot;http://lista.metareciclagem.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;lista metareciclagem&lt;/a&gt; o &lt;a href=&quot;http://maradydd.livejournal.com/496085.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;manifesto biopunk&lt;/a&gt; de &lt;a href=&quot;http://maradydd.livejournal.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Meredith Patterson&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://vimeo.com/18201825&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;lançado publicamente&lt;/a&gt; durante a conferência &lt;a href=&quot;http://outlawbiology.net/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Outlaw Biology&lt;/a&gt;, na Califórnia. em 2010. Vai abaixo uma tradução livre para o português brasileiro (ainda aberta a revisões e colaborações, &lt;a href=&quot;http://pontaopad.me/htyDRVaBtK&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;):&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
	&lt;p&gt;&quot;Instrução científica é necessária para uma sociedade funcional na era moderna. A instrução científica não é educação científica. Uma pessoa educada em ciência pode entender ciência; uma pessoa instruída em ciência pode &lt;i&gt;fazer&lt;/i&gt; ciência. A instrução científica permite às pessoas que a têm serem contribuidoras ativas de sua própria saúde, da qualidade de sua comida, água e ar, e das próprias interações com seus corpos e o mundo à volta delas.&quot;&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;A sociedade progrediu dramaticamente nos últimos cem anos no sentido da promoção da educação, mas ao mesmo tempo a prevalência da ciência cidadã decaiu. Quem são xs equivalentes do século vinte de Benjamin Franklin, Edward Jenner, Marie Curie ou Thomas Edison? Talvez Steve Wozniak, Bill Hewlett, Dave Packard ou Linus Torvalds - mas o escopo de seus trabalhos é muito mais estreito do que o daquele realizado pelxs filósofos naturais que os precederam. A ciência cidadã sofreu um problemático declínio em diversidade, e é esta diversidade que xs biohackers querem retomar. Nós rejeitamos a percepção popular de que a ciência só é feita em laboratórios milionários de universidades, governo ou corporações; afirmamos que o direito à liberdade de investigação, de pesquisar e buscar entendimento de acordo com a direção própria de cada 1 é um direito tão fundamental quanto o da livre expressão ou da liberdade de religião. Não temos nenhuma briga com a Grande Ciência; simplesmente recordamos que a Pequena Ciência sempre foi tão crítica quanto ela no desenvolvimento do corpo de conhecimento humano, e nos recusamos a vê-la extinta.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;A pesquisa requer ferramentas, e a investigação livre requer que o acesso às ferramentas seja irrestrito. Como engenheirxs, estamos desenvolvendo equipamentos de laboratório de baixo custo e protocolos genéricos e acessíveis ao cidadão comum. Como agentes políticxs, apoiamos publicações abertas, a colaboração aberta e o livre acesso à pesquisa financiada com recursos públicos, e nos opomos a leis que tentam criminalizar a posse de equipamento de pesquisa ou a busca privada de investigação.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Talvez pareça estranho que cientistas e engenheirxs queiram se envolver no mundo político - mas xs &lt;i&gt;biohackers&lt;/i&gt; se comprometeram, por necessidade, a fazê-lo. Os legisladores que gostariam de restringir a liberdade individual de investigação o fazem por causa da ignorância e de seu gêmeo malvado, o medo - respectivamente a presa e o predador naturais da investigação científica. Se pudermos prevalecer contra aquela, dispersaremos este. Como &lt;i&gt;biohackers&lt;/i&gt;, é nossa responsabilidade agir como emissárixs da ciência, criando novxs cientistas a partir de todo mundo que encontramos. Devemos comunicar não somente o valor de nossa pesquisa, mas o valor de nossas metodologia e motivação se quisermos enviar a ignorância e o medo de volta para a escuridão de uma vez por todas.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Nós, xs &lt;i&gt;biopunks&lt;/i&gt;, nos dedicamos a colocar as ferramentas da investigação científica nas mãos de qualquer pessoa que as queira. Estamos construindo uma infraestrutura de metodologia, de comunicação, de automação e de conhecimento disponível publicamente.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;&lt;i&gt;Biopunks&lt;/i&gt; experimentam. Temos questões, e não vemos por que esperar que outra pessoa as responda. Armadxs com curiosidade e com o método científico, nós formulamos e testamos hipóteses para encontrar respostas às questões que nos mantêm acordados à noite. Publicamos nossos protocolos e o design de nossos equipamentos, e compartilhamos nossa experiência de bancada, de maneira que nossxs colegas &lt;i&gt;biopunks&lt;/i&gt; possam aprender com e expandir os nossos métodos, bem como reproduzir os experimentos 1s dxs outrxs para validá-los. Parafraseando Eric Hughes, &quot;Nosso trabalho é livre para todxs usarem, no mundo todo. Não nos importamos muito se você não aprova nossos tópicos de pesquisa&quot;. Nós nos baseamos no trabalho dos &lt;i&gt;Cypherpunks&lt;/i&gt; que vieram antes de nós para garantir que uma comunidade de pesquisa largamente expandida não possa ser desligada.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;&lt;i&gt;Biopunks&lt;/i&gt; deploram restrições à pesquisa independente, porque o direito de chegar-se de maneira independente a um entendimento do mundo ao redor de cada 1 é um direito humano fundamental. A curiosidade não conhece etnia, gênero, idade ou limites socioeconômicos, mas a oportunidade de satisfazer essa curiosidade frequentemente se torna uma oportunidade econômica, e queremos quebrar essa barreira. Uma criança de 13 anos no South Central de Los Angeles tem tanto direito de investigar o mundo quanto um professor universitário. Se termocicladores são caros para que se dê um a cada pessoa interessada, então vamos projetar opções mais baratas e ensinar as pessoas a construí-los.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;&lt;i&gt;Biopunks&lt;/i&gt; se responsabilizam por sua pesquisa. Temos consciência de que nossos temas de interesse são organismos vivos que merecem respeito e um bom tratamento, e estamos muito conscientes de que nossa pesquisa tem o potencial de afetar aquelxs à nossa volta. Mas nós rejeitamos enfaticamente a admoestação do princípio da precaução, que é nada mais do que uma tentativa paternalista de silenciar pesquisadorxs incutindo-lhes medo do desconhecido. Quando nós trabalhamos, temos em mente a melhoria da comunidade - e isso inclui a nossa comunidade, a sua comunidade e as comunidades de pessoas que poderemos nunca chegar a conhecer. Nós recebemos suas questões, e desejamos nada mais do que lhes &lt;i&gt;empoderar&lt;/i&gt; para descobrir por vocês mesmxs as respostas para elas.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;&lt;i&gt;Biopunks&lt;/i&gt; estão engajados ativamente em fazer do mundo um lugar que todxs possam entender. Venha, vamos pesquisar juntxs.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Colaboraram na tradução: Felipe Fonseca, Antonio Sevilha e Zeca Moraes&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-taxonomy-vocabulary-1 field-type-taxonomy-term-reference field-label-above&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label&quot;&gt;Tags:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-de-bairro&quot;&gt;ciência de bairro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-comunitaria&quot;&gt;ciência comunitária&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia&quot;&gt;ciência&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/biopunk&quot;&gt;biopunk&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/diybio&quot;&gt;diybio&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <pubDate>Tue, 24 Jan 2012 16:37:02 +0000</pubDate>
 <dc:creator>efeefe</dc:creator>
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 <title>Ciência Comunitária</title>
 <link>http://ubalab.org/blog/ciencia-comunitaria</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;Publiquei esse texto no &lt;a href=&quot;http://culturadigital.org.br/2011/11/ciencia-comunitaria/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;blog do Festival CulturaDigital.Br&lt;/a&gt; e na área Rede//Labs do &lt;a href=&quot;http://arquivovivo.org.br/archives/artwork/redelabs&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Arquivo Vivo&lt;/a&gt;. É também a base do meu pré-projeto de pesquisa no &lt;a href=&quot;http://www.labjor.unicamp.br/cursos/informacoes_mest.htm&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;mestrado na Unicamp&lt;/a&gt; que começo ano que vem.&lt;/blockquote&gt;
Na última década e meia, a crescente disseminação de tecnologias de comunicação em rede propiciou o surgimento e a potencialização de novas formas de criação de conhecimento, com base em arranjos sociais distribuídos e colaborativos. Essa tendência é patente por exemplo no movimento do software livre que, se já existia desde antes da internet comercial, acabou por ganhar massa crítica uma vez que indivíduos e grupos puderam usar a rede para aprender uns com os outros, resolver problemas, explorar novas ideias e publicar código-fonte para ser livremente apropriado e modificado. O resultado foi o surgimento de ecossistemas informacionais autogeridos e baseados em uma emergente ética hacker, impulsionando a evolução colaborativa de conhecimento comum.
A comunicação em rede levou também sua influência a outros campos: a desintermediação radical da produção cultural a partir da disponibilização de conteúdo com licenças livres orientadas à generosidade intelectual, a multiplicação dos espaços para debate público com os blogs e redes sociais, a disponibilização ampla de recursos didáticos multimídia, e assim por diante. Em todas essas áreas, ganha força um vocabulário com termos como &quot;livre&quot;, &quot;distribuído&quot;, &quot;colaborativo&quot;, &quot;autogerido&quot;. Mais do que mera resistência à crescente pressão pelo controle comercial da chamada propriedade intelectual, essas experiências apontam para formas contemporâneas de aprendizado, criação de imaginário, identidade coletiva e invenção.
Mais recentemente, o dinamismo das redes online que se dedicam ao desenvolvimento de conhecimento compartilhado tem também estimulado a criação de espaços físicos que se propõem a atuar como interfaces entre tais redes e os contextos locais. São os hackerspaces, fablabs, laboratórios experimentais - espaços abertos orientados à convergência, à descoberta e à troca. Situam-se na fronteira entre o desenvolvimento de tecnologias, a arte contemporânea, o design de produtos, a educação e o ativismo. Atuando de maneira dinâmica, e adaptável, esses espaços catalisam de formas diversas a criação de conhecimento, o aprendizado e a produção adequados aos tempos contemporâneos: não-lineares, enredados e coletivizados.
&lt;h2&gt;Da garagem ao bairro&lt;/h2&gt;
Alguns desses espaços estão inseridos no movimento da &quot;ciência de garagem&quot; (ver &lt;a href=&quot;http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/179-edicao-no-69-maio2011/4217-raitequi&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;artigo de Sergio Amadeu na revista A Rede&lt;/a&gt;. Os projetos que adotam essa perspectiva articulam de forma coerente as redes colaborativas online, o método científico, a facilidade de acesso a equipamentos e sensores eletrônicos - que geram dados a partir do ambiente e os armazenam, transmitem e modelam - e a crescente disponibilização de conhecimento científico através da internet. Propõem a realização de experimentos com culturas de bactérias, a aproximação entre as tecnologias digitais livres e os princípios da permacultura, a criação de alternativas para geração e armazenamento de energia, a geografia experimental e o mapeamento colaborativo de localidades, a utilização de conhecimento aplicado para intervir no espaço urbano e muitos outros temas de grande relevância para os tempos atuais.
O renomado &lt;a href=&quot;http://medialab-prado.es/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Medialab Prado&lt;/a&gt; de Madri realizou em 2009 um encontro chamado &quot;&lt;a href=&quot;http://medialab-prado.es/article/taller-seminario_interactivos10_ciencia_de_barrio&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Interativos: Ciência de Bairro&lt;/a&gt;&quot;, que propunha ainda um passo além da garagem: a utilização da ciência para dentro de comunidades e grupos sociais. O evento produziu dez projetos experimentais envolvendo dezenas de pessoas vindas da Europa, América Latina e Estados Unidos. Propunha a valorização da ciência desenvolvida em laboratórios amadores, aos quais credita a invenção da lâmpada elétrica, da radioatividade, dos antibióticos e do computador pessoal.
Trata-se de uma proposta que, igualmente inspirada pelas redes colaborativas online, procura imprimir ao conhecimento científico a mesma fluidez e multiplicidade de usos que, como apontei acima, tem sido possível na produção cultural, na educação e no software livre. Existe aí um paralelo interessante: da mesma forma que a desintermediação da produção cultural, que gradualmente deixa de depender de grandes instituições e dá vazão à produção engajada e autônoma, também na ciência existe potencial para fugir às amarras burocráticas da academia e à orientação exclusiva ao lucro do mundo empresarial. De certa forma, trata-se de abrir o repertório da inovação para ambientes que muito necessitam dela.
&lt;h2&gt;Inovação&lt;/h2&gt;
Inovação é uma ideia difusa, que pode ser entendida de múltiplas maneiras. Em geral, nos dias de hoje, se associa a inovação à criação de propriedade intelectual - invenções com o propósito fundamental de gerar lucro. É importante criticar essa visão e explorar caminhos conceituais, metodológicos e práticos para o estímulo ao desenvolvimento de inovação socialmente relevante, baseada em protocolos e conhecimento abertos, governança colaborativa e comunicação em rede. As redes online podem ser vistas como protótipos de novos arranjos para a criação e compartilhamento de conhecimento livre. É preciso pensar e fazer laboratórios experimentais como &lt;a href=&quot;http://blog.redelabs.org/blog/laboratorios-experimentais-interface-rede-rua&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;interfaces entre as redes colaborativas online e o espaço urbano&lt;/a&gt;, atuando na fronteira entre arte, tecnologia, educação, ciência, ativismo e sociedade.
&lt;h2&gt;Ciência&lt;/h2&gt;
É notória a influência da ciência no imaginário contemporâneo - desde a &quot;administração científica&quot; até os &quot;relacionamentos quânticos&quot;. É necessário, entretanto, questionar a apropriação superficial de seu referencial e sua submissão à lógica do espetáculo midiático orientado ao consumo. Até que ponto a emergência do movimento da &quot;ciência de garagem&quot; não está condicionada a essa visão ingênua da ciência? Qual posicionamento devem assumir espaços experimentais abertos, para que não se limitem a repetir brinquedos de laboratório de química infantil, experimentos rudimentares de mecânica clássica ou o mero monitoramento de ambientes? Como garantir que, por outro lado, não caiam na simples reprodução em menor escala da abstração alienante proporcionada pelo complexo industrial-acadêmico, que distancia do cotidiano a compreensão de conhecimento científico? O método científico pode ser utilizado também para a solução de problemas cotidianos? Que elementos da ciência podem ser trazidos ao dia a dia? Como eles podem se articular com a latente sabedoria popular sobre otimização de recursos e gerenciamento da &lt;a href=&quot;http://desvio.cc/blog/gambiologia-criatividade-que-nos-faz-humanos&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;escassez e da precariedade&lt;/a&gt;? São questões presentes e necessárias.
O desenvolvimento em anos recentes de programas estruturados de universalização do acesso à internet - em escolas, ONGs e políticas públicas como telecentros, pontos de cultura e afins – ensaia o desenvolvimento de uma infraestrutura pública de comunicação em rede, dentro do espectro do que se convencionou chamar &quot;inclusão digital&quot;. Mas que tipo de inclusão tais projetos proporcionam? São espaços passivos de preparação para o consumo, ou pelo contrário proporcionam a apropriação crítica de conhecimento tecnológico, de modo a proporcionar o &lt;a href=&quot;http://desvio.cc/blog/inovacao-e-tecnologias-livres-parte-2-hojes-e-depois&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;pleno desenvolvimento do potencial criativo das pessoas que participam deles&lt;/a&gt;? Muitos desses projetos são virtuais espaços para o desenvolvimento aprofundado de ciência comunitária, conectados em rede e nela encontrando soluções para problemas locais. Como vamos aproveitá-los ao máximo?
&lt;hr /&gt;
Este artigo foi escrito com o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-taxonomy-vocabulary-1 field-type-taxonomy-term-reference field-label-above&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label&quot;&gt;Tags:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/metareciclagem&quot;&gt;metareciclagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-de-bairro&quot;&gt;ciência de bairro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/labjor&quot;&gt;labjor&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/mestrado&quot;&gt;mestrado&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-comunitaria&quot;&gt;ciência comunitária&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/inovacao&quot;&gt;inovação&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia&quot;&gt;ciência&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/cce&quot;&gt;cce&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/redelabs&quot;&gt;redelabs&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/arquivovivo&quot;&gt;arquivovivo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <pubDate>Fri, 18 Nov 2011 19:50:30 +0000</pubDate>
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 <title>Ubatuba no espaço</title>
 <link>http://ubalab.org/blog/ubatuba-no-espaco</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://alfarrabio.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Paulo Bicarato&lt;/a&gt; me mandou agora há pouco um &lt;a href=&quot;http://oblogdochico.blogspot.com/2011/01/breve-relato-sobre-ciencia-e.html?spref=tw&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;post fantástico&lt;/a&gt; contando sobre o projeto do professor de ciências da escola Tancredo Neves, em Ubatuba. Candido de Souza leu na Superinteressante sobre uma empresa norte-americana que lança satélites particulares. Reuniu seus alunos, buscou apoio para conseguir os oito mil dólares necessários, fez parceria com uma &lt;a href=&quot;http://www.globalcode.com.br/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;empresa&lt;/a&gt; cujos sócios - coincidentemente - vivem em Ubatuba. Existem um monte de entraves burocráticos e de segurança, mas o projeto está andando - e eu fiquei bastante curioso. Impossível não pensar no &lt;a href=&quot;http://devolts.org/msst/?page_id=2&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;MSST&lt;/a&gt;, o movimento dos sem-satélite.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encontrei mais informações na &lt;a href=&quot;http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=6997&amp;amp;bd=2&amp;amp;pg=1&amp;amp;lg=&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;revista de pesquisa da Fapesp&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-taxonomy-vocabulary-1 field-type-taxonomy-term-reference field-label-above&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label&quot;&gt;Tags:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ubatuba&quot;&gt;ubatuba&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/espaco&quot;&gt;espaço&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ciencia-de-bairro&quot;&gt;ciência de bairro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/escolas&quot;&gt;escolas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/satelite&quot;&gt;satélite&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/msst&quot;&gt;msst&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <pubDate>Wed, 12 Jan 2011 02:00:45 +0000</pubDate>
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