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 <title>UbaLab. - contexto</title>
 <link>http://ubalab.org/tag/contexto</link>
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 <title>Ubatuba</title>
 <link>http://ubalab.org/blog/ubatuba</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Esse post é uma adaptação do contexto descrito no texto do &lt;a href=&quot;http://ubalab.org/blog/ubalab-polo-de-tecnologias-livres-status&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;projeto que foi selecionado&lt;/a&gt; como Esporo de Cultura Digital em edital do Ministério da Cultura. Mais informações sobre a situação atual do projeto, &lt;a href=&quot;http://ubalab.org/blog/ubalab-polo-de-tecnologias-livres-status&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Ubatuba é um retrato em pequena escala do Brasil. Natureza exuberante, população jovem com uma herança cultural miscigenada – com núcleos de origem caiçara, indígena e quilombola. Conta com grupos religiosos de denominações diversas, um setor cultural emergente que luta contra a precariedade de condições e oportunidades, e uma classe empreendedora que vem se estabelecendo. Está localizada entre as capitais de Rio de Janeiro e São Paulo, e acaba assumindo um pouco da natureza cultural dos dois estados – simultaneamente trabalhadora e criativa, festiva e dedicada. Tem uma também diversa população flutuante, com interesses variados – triviais como o turismo de temporada ou específicos como a observação de pássaros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em alguns assuntos Ubatuba é um exemplo: conta com uma boa rede de ciclofaixas, é uma referência esportiva como sede de campeonatos internacionais de surfe. A Mata Atlântica, considerada reserva da Biosfera pela Unesco, e que no restante do Brasil já foi desmatada em mais de 93%, circunda toda a cidade. Segundo levantamentos recentes (2010), quase 90% de seu território são dedicados à preservação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No que se refere a produção cultural, são desenvolvidas iniciativas ligadas à preservação, no contexto do folclore e das artes tradicionais, mas - com notáveis exceções - ainda pouco espaço é dedicado à articulação de novas formas de produção cultural e à integração das culturas populares à era da informação e do agenciamento em rede. As novas gerações de produtores culturais com potencial acabam migrando para cidades maiores em busca de espaço para crescer. Além disso, Ubatuba é uma cidade litorânea extensa, desenvolvida entre a serra e o mar, com bairros relativamente isolados. Um número considerável de artistas, escritores, músicos e produtores culturais chegam a frequentar a cidade ou mesmo utilizá-la como retiro criativo, mas são poucos os espaços ou eventos dedicados a promover a troca entre essas pessoas, e elas acabam nem tomando conhecimento umas das outras.&lt;br /&gt;
Ao identificar e articular redes locais de produção cultural, queremos proporcionar a capacitação e profissionalização de agentes culturais. A busca de um arranjo produtivo local para a cultura que leve em conta o desenvolvimento de viabilidade e autonomia para a produção de cultura livre e hiperconectada vai nesse sentido, e eventualmente vai estimular a criação de diferentes estratégias para sustentabilidade financeira da produção cultural.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto UbaLab pretende colaborar com a busca de soluções para uma condição presente em Ubatuba, mas que encontra eco em outras cidades fora do alcance das áreas metropolitanas: como desenvolver um campo de atuação que permita cortar o fluxo crescente de evasão de talentos - jovens com potencial para tornarem-se produtores culturais que, sem encontrar uma estrutura local de atuação, acabam mudando-se para outras localidades que oferecem mais oportunidades. Acreditamos que a apropriação de ferramentas de comunicação online nos moldes da cultura digital brasileira pode favorecer uma dinâmica local, bem como o intercâmbio cultural com outras localidades do Brasil e do mundo, com o sentido de ampliar o horizonte de possibilidades para esses atores culturais. O processo será todo documentado em torno dessa reflexão, e a busca por respostas particulares nesse contexto será certamente útil também para outras localidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-taxonomy-vocabulary-1 field-type-taxonomy-term-reference field-label-above&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label&quot;&gt;Tags:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/category/tags/cidade&quot;&gt;cidade&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/ubatuba&quot;&gt;ubatuba&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/projeto&quot;&gt;projeto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/contexto&quot;&gt;contexto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/cultura-digital&quot;&gt;cultura digital&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <pubDate>Wed, 16 Feb 2011 04:00:57 +0000</pubDate>
 <dc:creator>efeefe</dc:creator>
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 <title>Ubalab, pólo de tecnologias livres - status</title>
 <link>http://ubalab.org/blog/ubalab-polo-de-tecnologias-livres-status</link>
 <description>&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;p&gt;Escrevi um email contando um pouco sobre o projeto &lt;a href=&quot;http://ubalab.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Ubalab&lt;/a&gt;, suas origens e resultados em potencial. Eu não sabia o quanto o destinatário sabe sobre sistemas livres e afins, então fui um pouco didático. O projeto já deveria ter começado com força total com os recursos que viriam do prêmio de &lt;a href=&quot;http://www.cultura.gov.br/site/2010/03/10/edital-cultura-digital-2010/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Esporos de Cultura Digital&lt;/a&gt; do Ministério da Cultura que ganhamos. Mas as contas do Minc andam complicadas, e isso deve demorar. Por isso, estamos atrás de apoios, parcerias e patrocínios desde já. Se você tem como ajudar, &lt;a href=&quot;http://efeefe.no-ip.org/contact&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;me procure&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;---&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde 2002, eu participei de um monte de projetos que estabeleciam o diálogo entre &lt;em&gt;cultura digital&lt;/em&gt; e tecnologia livre - começando com software livre, e depois evoluindo também para ideias derivadas dele. Não sei o quanto estás a par do que significa software livre - em resumo, é um ecossistema de produção no qual os desenvolvedores disponibilizam de forma aberta o software que produzem em um regime de direito autoral mais flexível. Sua remuneração não vem do número de cópias do software vendidas, mas de outras possibilidades - customização, prestação de serviço, integração, treinamento, consultoria, pesquisa, etc. É um mercado emergente no mundo inteiro, responsável pelo desenvolvimento de softwares como o servidor web &lt;a href=&quot;http://apache.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Apache&lt;/a&gt; - que roda quase metade dos sites do mundo -, o sistema operacional &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Linux&lt;/a&gt;, o sistema para celulares &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.android.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Android&lt;/a&gt; e inúmeros outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A conceituação que sustenta o software livre influenciou o desenvolvimento de iniciativas em outras áreas do conhecimento - do &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://ocw.mit.edu/index.htm&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;MIT Open Courseware&lt;/a&gt; à &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://wikipedia.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;. E também está chegando mais recentemente ao que pode ser chamado de realidade &lt;i&gt;pós-digital&lt;/i&gt;. Existe um universo de aplicações de tecnologia a serem desenvolvidas que supõem que a separação entre o que é online e offline fique cada vez mais sutil. São aplicações móveis, realidade aumentada, internet das coisas, fabricação doméstica de objetos &#039;concretos&#039; a partir de matrizes digitais, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a maior novidade não é tanto o resultado dessa inovação, e sim a forma como ela vem acontecendo. As barreiras de entrada vêm diminuindo radicalmente. Nos EUA existe a &#039;cena &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://makezine.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;maker&lt;/a&gt;&#039;: grupos de pessoas inventando na garagem novos usos para as tecnologias que estão cada vez mais disponíveis por aí - mas que diferentemente de outras épocas, estão menos interessados em ficar milionários do que em continuar aprendendo e criando uns com os outros. Na Europa existem dezenas de centros de inovação criados de baixo para cima, que não nasceram dentro das universidades mas sim de grupos auto-organizados de artistas, pesquisadores, ativistas e diletantes em geral interessados em trabalhar juntos e propor uma aproximação do desenvolvimento de tecnologias com a vida cotidiana. Um dos mais importantes desses centros é o &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://medialab-prado.es/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Medialab Prado&lt;/a&gt;, em Madrid - que tem uma programação intensa de workshops, encontros e exposições de novas tecnologias que reúnem gente do mundo inteiro. É esse tipo de centro que possibilitou o desenvolvimento de coisas como o projeto &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://arduino.cc/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Arduino&lt;/a&gt; - um kit básico de eletrônica que permite que qualquer amador possa criar instalações interativas. Aqui um bom, recentíssimo documentário sobre o Arduino:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://arduinothedocumentary.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://arduinothedocumentary.org/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De uns dois anos pra cá, eu tenho investigado possíveis articulações entre esse universo do que poderia se chamar de &#039;artesanato digital&#039; e alguns aspectos das culturas populares brasileiras, em especial a gambiarra e os mutirões. &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://desvio.cc/tag/gambiologia&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Escrevi&lt;/a&gt; sobre como a gambiarra está presente na produção de arte eletrônica brasileira e internacional. Eu acho que existe um horizonte amplo de possibilidades quando a gente incorpora esse espírito de &lt;em&gt;inovação cotidiana&lt;/em&gt; com a multiplicidade de possibilidades das novas ferramentas digitais. Mais ainda se levarmos em conta a facilidade (ou melhor, a obsessão) com que as pessoas no Brasil que têm acesso às tecnologias se apropriam delas - a febre brasileira do orkut que antecedeu em alguns anos a febre mundial do facebook, os usuários brasileiros de internet que passam mais tempo online por mês do que usuários de todas as outras nacionalidades - incluindo japoneses e americanos -, etc. Juntando isso tudo com grupos dinâmicos, auto-geridos e que respirem criatividade, temos uma potência de transformação muito grande.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ideia do projeto aqui em Ubatuba é entrar no cenário dessa cultura digital experimental baseada em licenças livres, em escala local e focada em transformação social. Dialogando com projetos do Brasil todo e de fora (nesses anos eu tive a oportunidade de conhecer gente do mundo inteiro, em especial quando pesquisava &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://redelabs.org/wikka.php?wakka=RedeLabs&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;laboratórios experimentais em rede&lt;/a&gt;). Trazendo gente interessante para produzir coisas por aqui. Buscando formas de criar tecnologia que seja útil para os problemas que são nossos, mas são também universais - a coleta de lixo, a ameaça constante à preservação da mata atlântica, a evasão de talentos para cidades maiores. Em certo sentido, a gente não se enquadra muito no universo tradicional do terceiro setor - não temos um público-alvo definido que sofre de alguma coisa que a gente possa aliviar. A ideia passa longe disso. Queremos é desenvolver novas tecnologias que sejam relevantes não só aqui como em outros lugares. É claro, encontrando talentos locais, desenvolvendo-os, prestando suporte de tecnologia para ONGs e afins. Mas o foco não é &quot;atender a uma comunidade&quot; e sim promover inovação socialmente relevante na fronteira entre cultura, tecnologia, ciência, educação, arte, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pra isso precisamos também pensar em maneiras de sustentar essa coisa toda, o que aqui no Brasil tem rolado de forma pouco estruturada. O país entrou com destaque nesse cenário a partir do posicionamento do Gilberto Gil, que quando Ministro &lt;a href=&quot;http://br-linux.org/2008/gil-no-estadao-sou-hacker-um-ministro-hacker%E2%80%99/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;declarou-se hacker&lt;/a&gt; e deu todo apoio à cultura digital livre. Mas pouco foi feito além do (curto) alcance do Ministério da Cultura. Essas novas tecnologias abrem um mundo de novos produtos e serviços (desde coisas semi-artesanais como &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://desvio.cc/blog/imagens-desviados&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;arte produzida com lixo eletrônico&lt;/a&gt; até, por exemplo, sistemas de monitoramento ambiental baseados em hardware livre, ou georreferenciamento distribuído de áreas de risco). Eu acho que a médio prazo essas linhas de pesquisa podem criar maneiras para sustentar-se sozinhas, mas o primeiro passo é sempre o mais longo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pergunta que faço: essa coisa toda parece ter algum modelo de negócios que não seja pedir dinheiro pro governo, doação de amigos ou então oferecer visibilidade de marcas via isenção fiscal? Pode existir a possibilidade de configurar um &quot;&lt;a href=&quot;http://www.artemisia.org.br/entenda_o_conceito.php&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;negócio social&lt;/a&gt;&quot; baseado em tecnologias livres, mas ainda não consigo ver como.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ficou um pouco longo, mas não tem jeito. Tentei ser sucinto. Essa conversa também está relacionada de maneira íntima com um texto que escrevi há pouco tempo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://rede.metareciclagem.org/blog/16-01-11/Inovacao-e-tecnologias-livres&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://rede.metareciclagem.org/blog/16-01-11/Inovacao-e-tecnologias-livres&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-taxonomy-vocabulary-1 field-type-taxonomy-term-reference field-label-above&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-label&quot;&gt;Tags:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/projeto&quot;&gt;projeto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/recursos&quot;&gt;recursos&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/contexto&quot;&gt;contexto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item odd&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/referencias&quot;&gt;referências&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/tag/bases&quot;&gt;bases&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <pubDate>Fri, 11 Feb 2011 14:36:27 +0000</pubDate>
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